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A importância da I.A. na gestão de operadoras de saúde.



A última atualização da tabela TUSS conta com quase 1.000.000 de códigos , distribuídos em 3.429 códigos de diárias e taxas, 5.741 códigos de procedimentos e eventos em saúde, 25.716 códigos de medicamentos , 940.951 códigos de materiais, isto sem considerar os códigos de uso interno de cada operadora.


A 11º versão do código internacional de saúde ( CID11 ), que entrará em vigor em 2022, conta com 55.000 códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte, 40.600 códigos a mais que da 10º versão.

Segundo relatório da Anvisa tínhamos em 2018 12.383 apresentações de 6.154 medicamentos baseados em 1.762 princípios ativos, somente de Dipirona temos 111 produtos.


No último relatório do mapa assistencial da ANS , na segmentação de assistência médica, a realização de exames complementares totalizou 861,4 milhões , consultas 274,3 milhões, outros atendimentos ambulatoriais, como consultas e sessões com psicólogo e fisioterapeuta, 164,2 milhões, terapias 93,4 milhões e internações 8,1 milhões.



Observem qual a especialidade de maior demanda, os "outros" não se trata do conjunto de especialidades não informadas nas barras anteriores e sim a ausência ou erro na informação, o que assusta é o tamanho da imprecisão 21,4% do total, como um gestor de saúde adequa a disponibilidade dos serviços oferecidos se ele não consegue saber qual a especialidade consultada de quase 1 em cada 4 pacientes ?


Interessante que em um artigo anterior tinha um número próximo deste, o da estimativa de desperdício na área da saúde, que é entre 20% e 30%.


Obviamente que não basta contratar uma legião de funcionários para tentar consertar todos 1.000.000 de códigos , dos 1.401.400.000 procedimentos da saúde complementar, pois alguns erros irão até sumir mas novos irão aparecer.


Várias empresas para tentar minimizar isto impuseram uma rotina burocrática pesada baseada no preenchimento de múltiplos formulários redundantes, que estima-se que deve consumir 16,6% do tempo de trabalho do médico.


Vamos abstrair um pouco do setor de saúde e vamos observar como os outros setores agem, vamos pegar por exemplo a ifoods que em menos de 1 ano e meio triplicou o número de pedidos recebidos chegando a impressionantes 17.400.000 pedidos por mês, imaginem a quantidade de erros e distorções que um volume de pedidos deste pode causar se não tivesse embasado em sistema de inteligência artificial que conseguisse tratar das demandas, efetuar as correções e acionar o operador humano quando necessário, a ifoods não teria conseguir crescer tanto quanto cresceu, não é a toa que neste ano já adquiriram uma empresa de Inteligência Artificial.


Entendemos que não precisamos de mais funcionários para tratar de códigos e preencher formulários, mas precisamos para tratar do número crescente de pacientes e demandas, a forma de fazer isto é contando com sistemas de Inteligência Artificial que vão retirar a carga bruta e de baixo valor agregado do trabalho nos libertando para tratar melhor dos nossos pacientes.


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